Mas afinal, qual é a melhor opção: taxa fixa, variável ou mista?
A resposta depende sempre do perfil financeiro de cada pessoa e da forma como pretende gerir o risco ao longo do tempo.
Taxa variável
A taxa variável é a opção mais comum em Portugal. Neste modelo, a taxa de juro do crédito resulta da soma de dois elementos: o spread definido pelo banco e a Euribor, que varia ao longo do tempo.
Isto significa que a prestação mensal pode subir ou descer conforme a evolução das taxas de mercado.
Nos últimos anos, muitos contratos sofreram aumentos significativos devido à subida da Euribor. No entanto, em 2026, o cenário começa a ser diferente. Depois de um período de forte subida, as taxas de referência desceram e vários analistas antecipam uma estabilização em níveis mais moderados.
A principal vantagem da taxa variável é precisamente essa possibilidade de beneficiar de descidas das taxas de juro. Por outro lado, implica também maior incerteza sobre o valor da prestação no futuro.
Taxa fixa
Na taxa fixa, o valor da prestação mantém-se igual durante todo o período acordado. A taxa de juro é definida no início do contrato e não sofre alterações, independentemente da evolução da Euribor.
Esta solução oferece maior previsibilidade e segurança financeira, já que o cliente sabe exatamente quanto irá pagar todos os meses.
Por outro lado, a taxa fixa apresenta muitas vezes uma prestação inicial mais elevada do que a taxa variável, embora isso dependa da proposta do banco e do contexto de mercado.
Taxa mista
A taxa mista combina as duas opções anteriores. Durante um período inicial, normalmente entre dois e dez anos, aplica-se uma taxa fixa. Após esse período, o crédito passa para taxa variável indexada à Euribor.
Esta solução tem sido cada vez mais procurada, porque permite garantir estabilidade nos primeiros anos do empréstimo, quando o peso da prestação no orçamento familiar costuma ser maior. Depois desse período inicial, o cliente passa a beneficiar das condições do mercado.
Como escolher a melhor opção?
Não existe uma solução universal. A escolha deve ter em conta vários fatores, como:
- Estabilidade dos rendimentos do agregado familiar;
- Tolerância ao risco;
- Prazo do empréstimo;
- Margem financeira disponível para lidar com possíveis subidas da prestação.
Além disso, é importante
olhar para outros indicadores além da prestação mensal, como a TAEG e o MTIC, que permitem perceber o custo total do crédito ao longo do tempo.
Escolher o tipo de taxa no crédito habitação é uma decisão que pode ter impacto durante muitos anos. Por isso, é fundamental analisar as opções com atenção e comparar diferentes propostas bancárias.
Na Exitcasa, ajudamos a esclarecer estas diferenças, analisar propostas e encontrar a solução de financiamento mais adequada ao seu perfil.
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