No mês passado, entrou em vigor uma nova recomendação macroprudencial do Banco de Portugal que altera as condições de acesso ao crédito habitação em Portugal. Se está a planear comprar casa com recurso a financiamento, é importante perceber o que muda e o que pode fazer para se preparar.

📌 O que é a taxa de esforço?
A taxa de esforço é a percentagem do rendimento mensal líquido de um agregado familiar que é destinada ao pagamento de prestações de crédito. É um dos principais critérios que os bancos utilizam para avaliar a capacidade financeira de quem pede um empréstimo.

Por exemplo: se o rendimento líquido mensal do agregado for de 2000 € e a prestação do crédito habitação for de 800 €, a taxa de esforço é de 40%.

🔄 O que mudou?
Até julho de 2026, o limite máximo recomendado para a taxa de esforço era de 50%. A nova recomendação do Banco de Portugal reduziu esse limite para 45%.

Na prática, isto significa que os bancos passam a ter um critério mais restritivo na aprovação de crédito, podendo financiar montantes mais baixos do que financiariam antes para o mesmo perfil de cliente.

💶 Qual o impacto concreto?
O impacto varia consoante o rendimento do agregado familiar e o montante de financiamento pretendido, mas a lógica é simples: para o mesmo perfil de cliente, o banco passa a financiar um montante mais baixo do que financiaria antes da entrada em vigor desta medida.
Quem está no limite da taxa de esforço, ou perto dele, pode ver o montante máximo disponível reduzido de forma significativa, o que pode obrigar a rever o orçamento disponível para a compra ou a aumentar a entrada inicial.

👥 Quem é mais afetado?
Esta medida tem um impacto maior em quem:
•    Tem rendimentos mais baixos ou menos estáveis
•    Pretende financiar imóveis de valor mais elevado
•    Já tem outros créditos ativos que pesam na taxa de esforço
•    É trabalhador independente, cujo rendimento é calculado de forma diferente

O que pode fazer?
•    Aumentar a entrada inicial, reduzindo o montante a financiar e, consequentemente, a prestação mensal
•    Liquidar outros créditos em vigor antes de pedir o crédito habitação, libertando margem na taxa de esforço
•    Optar por um prazo mais longo, o que reduz a prestação mensal (dentro dos limites de idade definidos pelo banco)
•    Pedir o crédito em conjunto com um cotitular, somando rendimentos

Porquê agir com antecedência?
Quem está a planear comprar casa nos próximos meses deve adaptar o planeamento financeiro a estas novas condições. Simular cenários e perceber exatamente qual o montante de financiamento disponível é o primeiro passo.

Na Exitcasa, enquanto intermediários de crédito, analisamos o seu perfil, ajudamos a calcular a sua taxa de esforço real e identificamos a proposta de crédito mais adequada às suas condições, tendo já em conta as novas regras em vigor.

Se está a pensar pedir crédito habitação, fale connosco. Estamos aqui para ajudar.

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